Introdução
Medo de assalto em SP aparece logo como a principal preocupação em levantamentos recentes. A pesquisa do Datafolha mostra queda desde 2022, mas revela recortes importantes por gênero e por espaço urbano.
Medo de assalto em SP: o que diz a pesquisa Datafolha
A pesquisa revela que o percentual de paulistas que afirmam ter “muito medo” de serem assaltados nas ruas caiu de 57% em 2022 para 47% em 2026. O recuo também aparece no temor de assalto em semáforos, de 54% para 45% no mesmo período.
Metodologia e amostra
O levantamento entrevistou 1.608 pessoas em 71 municípios de 1 a 3 de julho de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O estudo está registrado no TSE e foi divulgado via veículos como Poder360 e UOL.
Principais números (2022 vs 2026)
- Medo de assalto nas ruas: 57% (2022) → 47% (2026).
- Medo de assalto em semáforos: 54% (2022) → 45% (2026).
- Medo de homicídio: 51% → 42%.
- Medo de bala perdida, sequestro e assalto em casa: também em queda, segundo a pesquisa.
Análise por região
Capital e Região Metropolitana: por que a sensação é mais alta
Na capital e na Região Metropolitana de São Paulo a sensação de insegurança permanece mais elevada. No recorte urbano, 60% disseram ter muito medo de assalto nas ruas e 58% no caso de semáforos.
Vários fatores amplificam esse receio: maior circulação de pessoas, concentração de renda desigual, e exposição a episódios de criminalidade urbana que ganham mais visibilidade na mídia local.
Interior e municípios: padrões e exceções
No interior, a percepção tende a ser menor, mas há exceções em municípios metropolitanos e polos com problemas específicos, como violência letal e furtos a residências. O padrão mostra que localidade e experiência direta com crime influenciam a percepção de risco.
Análise por gênero
Medo de assalto em SP por gênero
Um dos achados mais consistentes é a diferença por gênero. As mulheres relatam mais medo do que os homens em todos os cenários avaliados. No caso do medo de assalto nas ruas, 58% das mulheres disseram ter muito medo, contra 35% dos homens.
Essa disparidade explica comportamentos e restrições — mulheres tendem a limitar horários de circulação, evitar trajetos isolados e preferir transportes considerados mais seguros.
Impactos práticos no comportamento e mobilidade
A percepção elevada entre mulheres altera hábitos de mobilidade urbana. Há mudança de rotas, redução de atividades noturnas e maior demanda por medidas de proteção, como iluminação pública, câmeras e policiamento ostensivo.
Relação com indicadores oficiais de criminalidade
Dados da SSP-SP: queda de homicídios e outros crimes
Os dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) mostram queda em vários indicadores. O balanço mais recente apontou redução da maior parte dos crimes em comparação com 2025 e o menor número de homicídios para o período desde o início da série histórica.
Esses números ajudam a explicar parte da redução no medo, mas percepção e estatística nem sempre andam juntos. A queda da criminalidade em indicadores oficiais não elimina a sensação de insegurança, especialmente onde o sentimento é alimentado por experiências pessoais ou reportagens de alto impacto.
Limites da comparação entre percepção e ocorrências
Comparar percepção e ocorrência requer cuidado. A percepção capta medo, ansiedade e avaliações sobre policiamento. Ocorrências registradas dependem de denúncia, capacidade investigativa e classificações legais. Nem toda redução estatística tem reflexo imediato na sensação pública.
Fatores que podem explicar a mudança na percepção
Policiamento, políticas públicas e presença estatal
Melhorias no policiamento em São Paulo, operações localizadas e iniciativas de prevenção podem ter impacto no medo. Programas de patrulhamento e presença policial em áreas críticas costumam reduzir a sensação de vulnerabilidade, especialmente em locais com histórico de assaltos em semáforos.
Mudanças socioeconômicas, comunicação e cobertura jornalística
Redução de indicadores criminais, combinada com narrativa jornalística e políticas sociais, forma o contexto. A forma como casos são cobertos amplifica ou reduz o medo. Também entram na equação fatores econômicos que alteram rotas de criminalidade e exposição de grupos vulneráveis.
Impactos eleitorais e políticos
Como a percepção de segurança influencia aprovação do governo e voto
A pesquisa mostra que a avaliação do governo correlaciona-se com medo. Entre os que desaprovam a gestão estadual, o índice de medo é mais elevado. Segurança é tema eleitoral relevante porque influencia prioridades do eleitor.
O que a queda no medo significa para quem vive em SP
A queda no medo é um sinal positivo, mas não significa segurança plena. Para cidadãos, a recomendação é interpretar dados e ajustar comportamentos. Medidas concretas como investimento em iluminação, policiamento orientado por dados e políticas urbanas continuam necessárias.
Recomendações práticas para cidadãos
- Mantenha rotas conhecidas e informe alguém sobre deslocamentos noturnos.
- Prefira locais bem iluminados e transporte com histórico de segurança.
- Participe de associações de bairro e canais de comunicação com a polícia local.
- Exija transparência nos dados e acompanhamento das estatísticas da SSP-SP.
Fontes e dados
Principais referências usadas neste texto: pesquisa Datafolha divulgada na imprensa, reportagens do Poder360 e UOL, além dos boletins da SSP-SP. Para consultar a pesquisa completa, veja o registro no TSE indicado pelo Datafolha.
Perguntas Frequentes
O medo de assalto realmente caiu em São Paulo?
Sim. A pesquisa Datafolha registra queda de 57% para 47% entre 2022 e 2026 para o indicador de “muito medo” de assalto nas ruas.
Por que as mulheres sentem mais medo?
Fatores como maior exposição a assédio, vulnerabilidade percebida e experiências prévias explicam por que as mulheres relatam maior medo. Isso se reflete em comportamento e demandas por segurança.
A queda na percepção se reflete na redução dos crimes?
Parte sim. Indicadores oficiais da SSP-SP apontam redução em vários crimes, inclusive homicídios. Ainda assim, percepção e ocorrência podem divergir em curto prazo.
O que muda para políticas de segurança?
Os dados reforçam a necessidade de políticas combinadas: policiamento orientado por dados, prevenção situacional e políticas sociais que atuem nas causas da criminalidade.
Como a pesquisa foi feita e qual a margem de erro?
Amostra de 1.608 pessoas, 71 municípios, margem de erro de 2 pontos percentuais. Detalhes completos estão no registro do estudo e na publicação do Datafolha.




